Filho, hoje é domingo à noite, quase segunda, e não estou me aguentando de saudade. A última vez que te vi foi na quinta à noite. Dei sua sopinha na sala, pertinho do jantar dos seus pais. Vc foi tombando de sono e te levei para o berço. Isso tem inacreditáveis 3 dias. Parece que vou morrer de tanto sentir a sua falta.
Mamãe tá longe, bem longe, morrendo de frio, num outro país, num ambiente completamente diferente do nosso. Mais 3 dias e estou aí do seu ladinho de novo. Sabe o seu vovô Paulo, meu pai, viajava muito muito muito. Conhecia o mundo todo. E ele sempre voltava dizendo que tinha pedido para o piloto voar bem depressa que ele queria chegarem casa logo e apertar minhas bochechas. Não era fofo isso? A boba da sua mãe acreditava mesmo que o avião tinha andado ainda mais rápido por minha causa. Mas, Bob, te digo: vou contar essa mesma historinha para vc. Vai ser a nossa tradição. Se bem que eu espero, MESMO, não viajar nem a metade do que o vovô Paulo viajava. É ótimo, a gente conhece outros lugares, aprender um bocado. Mas para mim, hoje, o meu reino é a minha casa, bem do seu ladinho.
Liguei para casa hoje e a Valéria e a vovó Lucy me disseram que vc tá estranhando a minha ausência. Será? Elas contaram que quando dizem a palavra MAMÃE vc fica me procurando. Huuuuuuuum, sei não. Será que estão tirando sarro da minha cara, Bob? Se isso for verdade, tadinho, filho. Vc deve estar sofrendo. Se não for verdade, vc nem liga para mim? Buáaaaaaaaaa!
Na quinta que vem - ainda falta segunda, terça e quarta - vamos tirar a dúvida. Dizem que vc vai ficar grudado em mim, todo manhoso. Será???????
AI QUE SAUDADE DOÍDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Te amo enlouquecidamente. Beijos, mamãe.
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