O ultimo post, sobre adoção do meu caçula Miguel gerou um zumzumzum super positivo em todos os lugares por onde andei. Aqui no blog, junto aos meus amigos, no Facebook e principalmente junto aos amigos e amigos-dos-amigos do Café com Adoção. Recebi mais de cem mensagens de carinho que me deixaram para lá de emocionada e quero muito ler cada uma delas para o Miguel daqui a alguns anos. Teve gente que me procurou – viva!!! – querendo tirar dúvidas sobre adoção, dicas de como iniciar a habilitação. Já achei isso um golaço! Mas de tudo que li e que ouvi o que achei mais bacana veio de uma pessoa que sequer conheço e que é mãe adotiva há 22 anos. Ela me deu uma pequena amostra do meu futuro com um e-mail delicioso sobre a filha dela já adulta e como ela lida com a questão.
Ela diz que se identificou com o texto e que relembrou um pouco da sua própria historia. Aí vem a minha parte preferida: a filha está noiva e fala em filhos e cogita inclusive a adoção como uma das opções. Hoje ela trabalha em abrigos como voluntária e está se formando em pedagogia. A mãe, que é psicanalista, conta que a filha teve seus momentos de questionamento sobre o abandono mas recebeu a seguinte explicação: ela nunca foi abandonada. A mãe de barriga procurou um juiz para encontrar alguém que pudesse cria-la como amor. Gostei dessa dica e pretendo inclusive usar um argumento parecido.
Ler esse e-mail (que não chegou para mim diretamente, mas sim para a minha coordenadora do Café com Adoção) foi um presentão! Nada como olhar lá na frente e ver que a adoção dá certo e os filhos crescem felizes e de bem com a vida, apesar dos questionamentos e dúvidas que são naturais e legítimas. Achei muito interessante a menina vir a trabalhar com essa questão e inclusive cogitar se tornar mãe adotiva também.
Lendo esse e-mail me lembrei das tiradas de dois filhos de amigas la do Café com Adoção. A primeira, Helena, soltou a frase que quero muito ouvir um dia. “Mãe, eu fui adotada, hoje sou filha”. Demais! O segundo, Antonio, virou-se um dia para a sua professora que não podia ter filhos e sugeriu: “Por que você não adota um? Eu sou tao feliz”. Eu ainda vou ouvir muitas coisas parecidas. Desde que o Miguel chegou, Roberto sossegou com aquela história de menino perdido (tem que ler o post anterior para entender) e está super feliz. A tal ponto que outro dia vendo o DVD do Pinoquio, ele me pediu para a gente brincar com os personagens. Eu seria o Gepeto e ele o boneco. Eu sugeri então que ele falasse uma mentira para o nariz crescer e ele soltou: “eu sou um menino perdido”. Reparem bem: ele soltou a frase no contexto de que é uma mentira, porque já tem CERTEZA de que não é! Novamente, fiquei muito emocionada. Esse meu mais velho me deixa de boca aberta com sua sensibilidade!
Acho que estamos no caminho certo, como a pedagoga de 22 anos que me deixou muito feliz! Antes de terminar, convido a reler esse post escrito em novembro de 2010, que parece profético! Eu estava grávida do Miguel sem saber e é muito bacana reler isso com o pequeno aqui com a gente. É muita felicidade junta!!!
Beijos e boa noite a todos. Obrigada pela paciência de ler dois ou três posts sobre o mesmo assunto!
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