domingo, 19 de junho de 2011

Comentarios do blog Maes em Rede- etiqueta da adoção

Em 15/6/2011 - 17h 03m:

O meu filho está com 28 anos e usei a palavra maternado ..adotado acho feio.... Sou muito feliz por ter recebido essa dádiva ....
Elenir Aparecida Ferreira de Almeida
Resposta: Adorei!
Em 15/6/2011 - 16h 09m:

Oi Germana,

Tudo do que você escrever me tocou. Meu filho adotivo já está com treze anos. Nos primeiros anos, eu também às vezes sentia vontade de contar que ele era adotivo. Contei para a diretora da escola, por que ele estava numa fase muito agressiva...contei para a mãe de um amiguinho que quis saber porque ele tinha olhos azuis (e eu sou morena de olhos escuros)...mas, aos poucos, essa necessidade de contar, essa consciencia de que nosso filho é adotivo vai se tornando menos presente, vai ficando lá no fundo de nossa consciência... Chegou ao ponte de eu ter esquecido de que ele não nasceu de minha barriga. Uma vez, amigas estavam comentando que os seus seios haviam mudado depois do nascimento dos filhos, e eu respondi sem titubear: eu não senti diferença! Ato falho! Nem me lembrei da adoção. Hoje, depois de 13 anos, nada sobre a adoção me incomoda mais. Acho que as mães adotivas têm que se preparar, talvez com uma terapia, para enfrentar melhor o despreparo da sociedade com o tema. Um beijo grande!
Fernandaloba
Resposta: Eu tambem esqueço muitas vezes! Um beijo e obrigada por dividir sua historia! Beijo!
Em 14/6/2011 - 13h 06m:

Pq meu comentário não foi publicado? Será pq discordei e tive dúvidas sobre o post? Expus isso de maneira educada. Que coisa! Não se pode discordar da blogueira?
AnadeAmsterdam
Resposta: Porque estava preso, sem querer, em comentarios pendentes de aprovação. Mas já consertei.
Em 14/6/2011 - 9h 04m:

Não concordo com a maneira com que os jornalistas em pleno 2011 falam sobre filhos adotados.Por exemplo, "Marcelo Anthony será pai .Ele já tem dois filhos adotados".Li assim outro dia no jornal.Já li diversas entrevistas com ele e sempre se refere "aos meus filhos".Também é sempre lembrado dos "filhos adotados" de Madonna , Angelina.Para mim adotou é filho e ponto final.
Eu e meu marido estamos em processo de adoção e estamos aguardando a Habilitação.Tem sido muito enriquecedor ler sua experiência aqui.Felicidades p/ vc e sua linda família.
DeborahLJ
Resposta: Concordo plenamente! Esta na constituicao que o filho adotado é filho como outro qualquer, então porque ficar fazendo essa distinção? Obrigada e um beijo!
Em 13/6/2011 - 3h 18m:

Germana,gosto muito dos seus posts sobre adoção! Estou grávida do meu 1o bebe, mas tb penso em adotar no futuro, apesar de ser um assunto q ainda precisa amadurecer muito aqui em casa, com meu marido.

Mas olha,espero saber me expressar corretamente, sem parecer uma "sem coração", mas acho muito chato querer limitar ou estabelecer regras para suas pessoas queridas tocarem nesse assunto. A não ser q as pessoas cheguem diretamente ao Roberto e falem sobre adoção com ele, mas não me pareceu ser o caso. Se eu fosse sua amiga e lesse seu post, acho q nunca mais te visitaria! Ficaria achando q em algum determinado momento poderia, sem querer, ter causado um trauma no seu filho e iria me sentir eternamente culpada. Por isso não entendi muito bem... Parece q seus amigos, apesar das duvidas naturais, estao muito felizes por vc e seu caçulinha, então, não sei, não acho legal ter que seguir um manual de como proceder com familias que adotam.Acho q isso afasta ainda mais as pessoas.

Me desculpe se entendi errado!
paula santos
Resposta: Oi Paula. Eu conversei com a minha amiga antes de publicar esse post e ela entendeu minha colocação! Fiquei meio grilada com a comparação de "dar criança como se dá um cachorro", mas não foi falado por mal!!! Por outro lado, meu marido ja soltou a abominável expressão "a mãe do Roberto" se referindo àmãe biológica dele, quando estava explicando um detalhe fo processo de adoção do nosso filho. Imagina se ele ouve q alguma outra pessoa é mãe dele, e não eu? Quase morri! Acho q nós pais temos q ter todo cuidado com o uso dessas palavras! Mas eh muito dificil, para nao dizer impossível, tentar "controlar" o mundo e proteger meu filho desse tipo de informação! Eu tento apresentar da melhor forma possível. Quando ele esteve comigo na vara da infancia, viu um cartaz onde se lia "nao jogue seu filho no lixo" com o desenho de um bebê na lata de lixo. Ele me perguntou o q o bebê fazia ali e eu disse que estava se escondendo. A ultima coisa que eu quero é que ele associe adoção com lixo...
Em 10/6/2011 - 11h 46m:

Oi de novo Germana. Eu adoro ler seus posts sobre adoção. Este caso da apresentação dos adotados é complicada mesmo. Quando adotei minha filha mais velha as pessoas faziam toda a sorte de perguntas desde " Como é ser mãe postiça/" até o clássico " Você não tem medo dela ter herdado algum ruim dos pais biologicos?" Eu decidi não contar sobre a adoção apesar da caras de espanto quando apresento a Clara. Ela é muito diferente de mim fisicamente. Pensei: A gente não apresenta os filhos biologicos dizendo " Olha este é fulano meu filho biologico" Então, se o assunto sai naturalmente,eu falo se não não digo nada. E quando surgi o assunto abandono eu digo o que acho sua mãe bilogica não te abandonou ela não pode ficar com você o que é diferente. um beijo
leila lopes queiroz
Resposta: Eh isso aí! Obrigada e um beijo!
Em 9/6/2011 - 22h 30m:

acho importantissimo divulgar essa etiqueta!sabemos que as pessoas não fazem por mal, mas por não ter consciencia.
e sabe, fiquei pensando: que tal impor limites neste momento?começe a dizer prás pessoas que pode conversar sobre isso depois, já que esta é uma conversa de adultos e o mais velho está por perto!
afinal, vc nunca sabe que pérola poderá surgir né!
entendo que é como contar o parto, mas há mulheres que tiveram um parto terrivel e apenas dizem: correu tudo bem! como aquela frase celebre na divulgação do nascimento: mamãe e bebe passam bem! bjs
Dadiana
Resposta: As vezes, informar menos vale muito ne? Obrigada e um beijo!
Em 9/6/2011 - 22h 23m:

Muito bom o post!abre espaço prá muita coisa, mas a principal: tem muita gente sem noção no mundo, no que se refere ás crianças.
Entendo que vc tenha tocado neste assunto por causa da chegada do irmão e que este não seja um tema recorrente na sua rotina.
Meus tios branquissimos de origem portuguesa adotaram uma manauense há muitos anos atrás, era incrivel como as pessoas questionavam a diferença de cor e biotipo entre eles, minha tia educadamente apenas sorria.Igualmente veja a situação que eu vivo: minha filha fez seis anos agora, o irmão nasceu há um ano e 4meses, ela morena,olhos de jabuticaba, ele loiro dos olhos intensamente azuis, adivinha o que as pessoas fazem?elogiam deliberadamente o pequeno como se suas caracteristicas fisicas fossem uma vantagem, enquanto a irmã, fica do lado se esticando e arregalando os olhos para aqueles que sequer dão atenção prá ela, ou melhor, perguntam se ela ajuda a cuidar dele!!!!!
pouquissimas pessoas tiveram a sensibilidade de elogiar o pequeno discretamente!continua
Dadiana
Resposta: Eu q adorei o seu comentario e concordo com tudo, tudinho. Um beijo!
Em 9/6/2011 - 14h 03m:

Oi Germana!
Obrigada pela resposta!
É muito dificil mesmo, o único pensamento que tenho, pelo que vivi com a minha prima, é que eu perguntaria ao meu filho antes de contar, se está bacana contar para esta ou aquela pessoa... eu me lembro bem o quanto, ela já maior, por volta dos 10 anos, se sentia invadida, quando contavam para alguém que ela não gostasse, ou tivesse vergonha!
É isso! Beijos!
Nara
nara affonso monteiro
Resposta: Isso ai. Meus filhos tem direito a privacidade e pretendo respeitar mais isso. A chegada do Miguel mostrou a todo mundo q ele veio "de repente" e aí ficaram sabendo da origem do Roberto também. Mas espero que tudo volte à "normalidade" ja ja, sem esconder nada mas sem ficar expondo esse detalhe desnecessariamente.
Em 9/6/2011 - 11h 56m:

Olá Germana, parabéns pelos seus meninos e pelo seu depoimento. Também sou mãe adotiva, mas não gosto desse eufemismo "mãe do coração". Eu sou mãe e pronto. Esses melindres sociais são resquícios de uma época em que adoção era muito usada para legitimar a escravidão doméstica, e todos temos a obrigação de acabar com isso. As crianças são fortes e inteligentes, e podem lidar com isso muito bem. Adorei suas colocações.

Mães em rede
clique aqui para comentar
Em 9/6/2011 - 10h 17m:

Olá germana, Muito bacana a sua fala sobre a etiqueta da adoção! Mas estou com uma pergunta na cabeça desde que ao conhecer uma mãe que achei simpática fui lá puxar papo, e aí conversa vai conversa vem, ela me contou que a filhota dela é adotada, naquele momento achei bacana a forma natural dela falar, o amor que senti na fala dela, e achei-a mais bacana ainda. Mas depois me perguntei se eu caso fosse mãe adotiva contaria isso numa primeira conversa com alguém, e fiquei curiosa de saber o que move a mãe a contar sobre a adoção jé num primeiro encontro. Vi, pelo que entendi no seu post que você fez o mesmo. E aí vai a pergunta, o que te move a contar? É preciso contar a todos? Não contar seria uma forma de preconceito? A minha prima mais querida, mais irmã é adotada, e eu me lembro que quando éramos crianças (+ou- 5)contar ou não era sempre uma questão, pois nem sempre ela queria que esta ou aquela pessoa soubesse! E por vezes alguém contava sem a permissão dela! Obrigada pelos posts,beijos,felicidades,Nara
nara affonso monteiro
Resposta: Nara, você tocou num ponto importantissimo. Eu também não sei esse limite! Muitas vezes me pergunto se não exponho demais os pequenos, até mesmo aqui nesse blog, em conversas, na escola, com amigos etc. Quando o Roberto era recem nascido, alguem me viu dando uma mamadeira na pracinha e perguntou porque eu não amamentava no peito. A resposta mais simples seria: porque eu não tenho leite (e não estaria mjentindo!). Mas revelei que ele era adotado. Um segundo depois me arrependi, porque fiquei com medo que ele ficasse rotulado... aí , na fase seguinte, eu não falava nada para ninguem. Não se tocava nesse assunto. Hoje eu fico ainda em dúvida, sabe? As vezes alguem pergunta de onde vieram esses olhos claros... Se é um desconhecido, eu não dou muita conversa. mas se essa pessoa é, digamos, alguem que é um amigo de amigo, eu acabo explicando que esses olhos são dele e não da minha familia biológica. Enfim, ainda estou encontrando a formula. Falamos hoje muito pouco. O assunto só voltou por causa do Miguel. Beijo.
Em 9/6/2011 - 5h 28m:

Parabéns pela matéria, nunca tinha pensado antes na parte que afeta a criança nessas horas. Acho que o melhor approach mesmo é o da sua amiga, de explicar desde cedo de forma carinhosa a situação. Acho que as crianças apreciam a clareza e se sentem mais próximas aos pais adotivos. Se eu adotasse, eu gostaria ainda de ter um filho rebelde sem causa, e não um filho grato por eu te-lo salvado de um destino cruel, sabe? Um rebelde sem causa em casa me daria a certeza de que meu filho se sente amado o suficiente para não por em causa o meu amor por ele, se é que estou sendo clara. Gostaria também de saber se você não gostaria de explorar o assunto de adoção de crianças de "etnias" diferentes num próximo post. Sempre tive a vontade de adotar crianças que realmente precisassem, tipo as mais velhas, já com 4 ou 5 anos, mas muitos me falam que é muito dificil ser uma mãe branca de uma criança negra ou de origem asiática. Não concordo, acho perfeitamente possível, mas também gostaria de ver outras opiniões. Abraços
Andreia_Nobre
Resposta: Oi Andrea. Eu não sou a melhor pessoa para falar de adoção tardia nem inter-racial, porque não vivi nenhum dos dois casos. Meu mais velho é considerado pardo, mas mal se nota a diferença entre nós, que sou daquele tipo que fica morena de praia (ele é levemente mais escuro). Tenho amigos que fizeram essa opção e são muito felizes. Vou ver se um deles topa escrever e aí posto aqui. Beijo e obrigada pelas sugestões.
Em 9/6/2011 - 0h 11m:

Gostei muito de ler esta matéria. Lindo e muito bem descrito. Eu sinto da mesmíssima maneira. Muito obrigada, vou dividir este artigo, não por mim, não pelos meus amigos, mas SIM por meu filho(a). Obrigada...
lulumika
Resposta: Eu que agradeço. Beijo.
Em 8/6/2011 - 20h 07m:

Muito oportuno seu post, Germana. A maioria das pessoas de fato não fala por mal, mas é um descuido que pode ter um preço muito alto. É o mesmo que ocorre com as pessoas que perguntam insistentemente aos casais se não vão ter filhos. Esquecem-se de que muitas mulheres simplesmente não podem engravidar, ou às vezes é um processo que leva anos. Uma amiga querida sofreu com isso durante 10 anos. Há que se ter um mínimo de sensibilidade e delicadeza (sem falar que se trata de uma intromissão inconveniente na vida alheia, pois ter filhos não é, e nem deve ser, uma obrigação). Já ouvi de uma amiga da minha sogra que era "um crime" eu não dar um irmão ao meu filho. Beijos
Marcia Marques de Oliveira
Resposta: Beijos e obrigada, querida!
Em 8/6/2011 - 19h 16m:

Olá, Germana, muito legal esse post! Não é porque as pessoas lidam bem com o tema que se pode dizer as coisas de qualquer jeito, ainda mais com crianças! É sempre bom dar esses toques para a gente manter isso em mente!
Renata Melo Ramalho Moreira
Resposta: Um beijo e obrigada!

Nenhum comentário: